Musteiro

Porque o bombeiro não tem culpa, faz a sua obrigação!Irmã Madas

A minha fotografia
Nome: Daniel Monteiro
Localização: Guarda, Portugal

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13.8.07

Medo de um planeta em branco

Traduzido, é o nome do novo álbum (e respectivo single) dos Porcupine Tree. Acerca da banda, já aqui disse o que tinha a dizer, e resumo: são das bandas mais geniais da actualidade, combinando o seu rock progressivo com pop e até metal de craveira, e regem-se por padrões de exigência comparáveis a grandes bandas como Pink Floyd (no seu auge).


A sensibilidade musical do frontman, vocalista, letrista e compositor Steve Wilson (produtor dos fabulosos Opeth) levou-o desta vez a colocar na pauta a sua visão sobre as gerações adolescentes que temos hoje em dia. É sempre um tema que dá muito que falar. O generation gap leva sempre a conflitos e choques entre pais e filhos, em redor das diferenças comportamentais que parecem irreconciliáveis.
Não é de agora e acontece desde a antiguidade, a irreverência da juventude é suposto confrontar os valores que as gerações mais velhas lhes tentam incutir, faz parte do próprio processo de crescimento e da formação da personalidade.
Mas não é exagero dizer que esse generation gap nunca foi tão preocupante como na actualidade. E pela simples razão de que, nos dias que correm, os pais já não educam os seus filhos, os quais ficam sujeitos às influências (mais más do que boas) de tudo o que os rodeia.

Deixo-vos a letra, assustadoramente real:


Fear Of a Blank Planet

"Sunlight coming through the haze No gaps in the blind To let it inside The bed is unmade Some music still plays

TV, yeah it's always on The flicker of the screen A movie actress screams I'm basking in the shit flowing out of it

I'm stoned in the mall again Terminally bored Shuffling round the stores And shoplifting is getting so last year's thing

X-box is a god to me A finger on the switch My mother is a bitch My father gave up ever trying to talk to me

Don't try engaging me The vaguest of shrugs The prescription drugs You'll never find A person inside

My face is mogadon Curiosity Has given up on me I'm tuning out desires The pills are on the rise

How can be sure I'm here? The pills that I've been taking confuse me I need to know that someone sees that There's nothing left I simply am not here

I'm through with pornography The acting is lame The action is tame Explicitly dull Arousal annulled

Your mouth should be boarded up Talking all day With nothing to say Your shallow proclamations All misinformation

My friend says he wants to die He's in a band They sound like Pearl Jam The clothes are all black The music is crap

In school I don't concentrate And sex is kinda fun But just another one Of all the empty ways Of using up a day

How can be sure I'm here? The pills that I've been taking confuse me I need to know that someone sees that There's nothing left I simply am not here

Bipolar disorder Can't deal with the boredom

You don't try to be liked You don't mind You feel no sun You steal a gun To kill time

You're somewhere, you're nowhere You don't care You catch the breeze You still the leaves So now where?"



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8.8.07

"Dis is wock and ruoull ! ! !"

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26.4.07

A juventude perdida

Seguindo o post que os Tarrentos escreveram acerca de blogs de professores (e tendo em conta que o Müsteiro é também um), encontrei num deles uma fantástica caracterização da juventude actual, que achei por bem partilhar aqui, na esperança de ofender alguém ou de que talvez algum progenitor iluminado mande umas lambadas na inerte descendência.

"The complete lack of appreciation and gratitude. The absence of any awe, wonder, curiosity and imagination. The yawning, tedious laziness and banality of their approach; the relentless effort needed on my part to summon energy from them. The absolute and complete lack of intellectual curiosity. The profound selfishness of their approach to life."


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18.4.07

Rais' partam o gajo!



E já agora, este também. E este.

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12.4.07

Axiomas

A minha mãe, na sua inocência de quem pouco ou nada liga à bola, solta esta pérola durante o Benfica - Espanyol:

"- O Mantorras está a jogar? Então já está quase a acabar..."

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29.3.07

Se o Vilhena fosse o autor - I

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22.3.07

Americans are NOT stupid


Recuso-me a acreditar que sejam todos assim. De qualquer forma, só mesmo rindo das aberrações que esta gente diz. Seria engraçado fazer um inquérito destes por cá.

14.3.07

Ai coitadiiiinhos!

BE denuncia «condições inimagináveis» da vida cigana

E tudo se indigna a exigir casas para os coitadinhos, que choram baba e ranho que nem carpideiras, exultando a sua pobreza.
E porque não ver as coisas de outra perspectiva? Será que trabalham? Será que tentam trabalhar, ou ficam-se à sombra do R.M.G.? Será que não têm um BMW parado ao cimo da rua, como tantas vezes sucede?
Na minha opinião (e salvo raras excepções), dar casas novas a famílias que não fazem tenções de trabalhar, é como dar pérolas a porcos (e falo com conhecimento de casos semelhantes).
Por estas e por outras é que comecei a deixar de votar B.E....

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6.3.07

A "ginástica" chateia e faz mal aos meninos

Não resisti a postar aqui um texto de Vítor Serpa, publicado no jornal A Bola (pronuncia-se A Bôla) do dia 3 de Março de 2007.
Torna-se cada vez mais óbvio que os professores são uma classe enxovalhada. Primeiro pelo governo, que invocou razões de várias ordens (correctas ou não - é mais a segunda, mas adiante) para as alterações penalizantes do Estatuto da Carreira Docente. Depois, pelos pais dos alunos. Aí, sem qualquer razão que possa justificar tal atitude, seja ela de índole física ou apenas verbal.
Qualquer professor (digno desse nome, já lá vamos aos que não se incluem neste grupo) tem bem presentes em si princípios éticos e morais, bem como as responsabilidades que a profissão acarreta. Ter a cargo uma turma de 20/30 crianças ou jovens ao longo de um ano lectivo (muitas vezes mais) com a tarefa de os disciplinar, formar e educar só é trabalho fácil para quem nunca o fez. Difícil é também, para um professor, ser preguiçoso (como são rotulados de forma geral actualmente). A carga de trabalho da profissão de docente obriga a que as tarefas sejam continuadas após o horário de trabalho: preparando aulas e material, corrigindo provas, redigindo relatórios - tudo tarefas que não têm horário próprio para serem realizadas. Logo, não se trata de um emprego que possamos largar às 6 da tarde e retomar apenas na manhã seguinte. Preguiçosos? Não. Cansados? É bem possível.
Há concerteza ovelhas negras. Mais do que seriam desejáveis. Mas em todas as profissões existem "patrões", e uma das suas funções é certificar-se de que os seus subalternos cumprem as suas. Quando isso não acontece, não é à arrogância dos progenitores que cabe intervir, e sim aos superiores dos professores. Quando um docente não se mostra capaz de leccionar eficazmente, é porque houve falhas na sua formação e lhe foi colocado um canudo nas mãos indevidamente. Mas não são os pais (que provavelmente não têm habilitações mínimas para se manifestarem sobre as matérias em questão) que têm que o pôr no seu lugar. Quando um professor adopta uma postura mais rígida para tentar disciplinar (ou pelo menos conseguir leccionar) uma turma ou um aluno indisciplinado e um pai/mãe se insurge contra a "tirania" do docente, este progenitor confirma quase sempre a educação desregrada que caracteriza a sua mal-educada cria.
No caso muito próprio da Educação Física, vive uma luta cada vez mais desigual contra o sedentarismo e consequente obesidade (que é cada vez mais seguida da palavra infantil). Muitos gostariam de a eliminar, porque é incómoda, porque os meninos vão para as salas a cheirar a suor, porque baixa as médias e os meninos querem ir para medicina, porque... Não vão conseguir eliminar a Educação Física dos currículos do ensino básico e secundário, mas resta saber quanto tempo mais vai ser tratada como uma disciplina de segunda. Quanto tempo mais vai continuar a ser pejorativamente chamada de "ginástica". Porque longe vai o tempo em que ser professor era considerado uma profissão de prestígio: como a Educação Física, ser professor é de segunda. Enquanto não fôr pior.

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Desta censura eu gosto

13.2.07

What the...?

Parte do questionário colocado na página web de O Jogo no dia 13 de Fevereiro. Ou estes senhores têm um sentido de humor muito peculiar, ou são parvos.

O Sporting deve actuar de início, em Paços de Ferreira, no 3x4x1x2 que deu os triunfos sobre Nacional e Pinhalnovense, ou regressar ao 4x4x2 losango?

Sim
Não

Qual acha que vai ser o resultado do Benfica frente ao Dínamo de Bucareste esta quarta-feira?

Sim
Não

2.2.07

Talk about low standards...

Robert quer ser no Levante o jogador que foi no Benfica

31.1.07

Another sense of divinity

Another sense of divinity
Guarda (arredores), 31/01/2007

23.1.07

A sense of divinity

João Antão
João Antão, 22/01/2007

O Pessoa é que sabe

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer -
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!


Fernando Pessoa - "Nevoeiro"

Actual, não acham?

22.1.07

Olhá bela da tixérte!!!

www.tshirthell.com

Tirado daqui.
Desculpem a publicidade, mas está genial, tinha que postar.

Esta manhã, numa rádio

"Vaga de frio em Lisboa: anunciam-se máximas de 12 e mínimas de 9 graus..."

Acho que é perigoso quando um jornalista não tem noção do ridículo.

28.11.06

Assincronias

"Leva camisolas, que com este tempo de chuva a gente molha os pés todos!"

ou

"- Estás doente?
- Não, estou deitado."

Apreensão de... drogas???

17.11.06

That's entertainment!

Se o Big Brother fosse sempre assim, eu era espectador assíduo.

Não são cenas de sexo, como muitos poderão pensar. É muito mais divertido.

14.11.06

Salamurdos

"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente."

Pablo Neruda, roubado daqui.

12.11.06

Gralha básica

"A selecção portuguesa de futsal terminou a participação no mundial de praia"

Tirado da Bôla

9.11.06

Tool no Atlântico

Estive lá.
Apesar de a Música no Cu da São ter feito merda sem assumir (de Mastodon apenas apanhei a última música, como a maioria dos presentes), valeu totalmente a pena.
São simplesmente os melhores, e dão-nos o melhor da sua arte. Apreciá-la é uma experiência única para os nossos sentidos, até para aqueles que não sabíamos ter.
Fica aqui o melhor vídeo que consegui encontrar (a última música, Aenima) e aqui e aqui algumas belas fotos, para se ter uma ideia da intensidade do espectáculo.

3.11.06

Mistérios do Intercidades

É um assunto que me deixa melindrado cada vez que ando de comboio e, por mais que conjecture, não consigo encontrar uma razão plausível para que seja assim. Todos os passageiros, sem excepção, passam pelo mesmo ritual: carregados de sacos e malas, desfilam pelo corredor, dando encontrões em cadeiras e pessoas, sempre olhando para cima, para ambos os lados do corredor. Chegados junto daquele que julgam ser o seu lugar, olham, rodam o pescoço e olham para o outro lado do corredor, para os lugares da frente, para os de trás...

E porquê? Pois. Porque algum incompetente decidiu que a numeração dos lugares não iria ser normal. Não, o Intercidades é superior àquelas numerações ordinárias, onde o 23 sucede o 22, o 73 antecede o 74 e, vejam lá, até o 105 está ajdacente ao 104.

E assim, lá andam os passageiros de um lado para o outro, qual ratos em labirinto. Não percebo porquê a opção por uma numeração caótica e confusa. Talvez para tornar o trabalho do revisor menos monótono, regozijando-se com o ar de baratas tontas dos viajantes desorientados. Acreditem que já pesquisei, em busca de uma razão (porque tem que haver uma!) para a ordem dos lugares ser aquela. Mas nada. Any ideas?

18.10.06

A balada perfeita

17.10.06

Made In Portugal

Uma publicidade "nota 20" que, por incrível que pareça, nunca passou em Portugal. Resta perceber porquê.

7.10.06

Há boas piadas.

Esta é uma.

4.10.06

Sons que chegam

É comum dizer-se que, no espectro musical, todos os estilos já estão inventados. Isto é sinónimo de dizer que qualquer nova criação musical é quase de imediato colocada num dos grupos já existentes, qual classificação das espécies (não me surpreenderia se existissem já chaves dicotómicas para o efeito...). Por vezes esse "rótulo" é colocado logo na fonte, outras vezes é no destino. Mas, apesar de muitos artistas a recusarem (por receio de "limitar" a música que fazem), é inevitável que essa catalogação seja feita, pois todos nós sentimos a necessidade de efectuar comparações, talvez para sabermos em que terrenos nos estamos a deslocar.

No exercício nem sempre fácil de educar os ouvidos para as novas músicas que nos vão chegando às mãos, ocasionalmente descobrimos bandas conseguem, se não surpreender-nos, pelo menos cativar a nossa atenção e fugir à banalidade. Sou da opinião que cada álbum com um mínimo de qualidade tem algo para nos revelar, se lhe dermos a devida atenção (e sobre isto o senhor Mono escreve umas coisas muito acertadas).

Não pretendo obviamente dizer a ninguém como ouvir música (e muito menos que música ouvir). Cada pessoa encara a música de uma forma, e cada pessoa tem os seus gostos. Mas os gostos discutem-se, e muito. Porque a música tem muito de subjectivo, mas também tem algo de objectivo. E é objectivo que muita gente só ouve merda.

Adiante. Deixo aqui umas propostas que tenho ouvido recentemente e me pareceram bastante interessantes. Espero que ouçam, e que gostem.

Hyubris - "Hyubris" -> Estes portugueses do Tramagal trazem música de um género que invadiu os tops no ano transacto. Porém, apesar de tocarem metal com uma voz feminina à cabeça, não se pense que seguem os caminhos traçados por Within Temptation, Nightwish, e muito menos Evanescence. A voz da soprano Filipa pode em algumas alturas causar estranheza, mas é bem mais do que capaz de nos arrepiar. A maioria dos temas são cantados em português, o que dá um travo especial às histórias de fadas, ninfas e personagens mitológicos. Destaque para os temas "Terpsícore", "Segnis" e para a versão da "Canção de Embalar", de Zeca Afonso.

Place Of Skulls - "The Black Is Never Far" -> Os riffs pastosos e arrastados trazem de imediato um nome à cabeça: os grandes Black Sabbath. Claro que não se ouve o tom esganiçado do avô, o que até acaba por ser positivo. Juntando-lhe um toque de modernidade, a música dos Place Of Skulls adquire laivos do stoner rock dos Corrosion Of Conformity e do tom depressivo dos Alice In Chains, o que resulta em grandes temas como "The Black is Never Far", "We the Unrighteous" ou "Looking for a reason". A melhor música do álbum é, sem dúvida, "Darkest Hour", que se cola aos ouvidos sem ser catchy, e deixa vontade em conhecer mais desta banda.

Stonegard - "Arrows" -> Esta banda, para além de ser um caso sério, é também um caso típico daquelas bandas que se esquiva aos rótulos. Ouça-se a faixa-título: heavy metal, hard rock, black metal (!) e até um trecho que se assemelha a uma balada. Tudo na mesma música. E resulta! A música dos Stonegard não conhece barreiras, e não se coíbem de misturar o que lhes dá na gana em temas com pelo na venta, conseguindo fazer com que tudo soe, simplesmente, a rock&roll do bom! Não será exagero dizer que esta banda tem algo que pode agradar a todos os fãs de música pesada. Destaque para "Resistance" e "Barricades", apenas para referir duas.

Circulus - "The Lick On The Tip Of An Envelope Yet To Be Sent" -> Para o fim, fica o mais invulgar. Se bem que os fãs acérrimos de rock progressivo poderão delirar com este disco, a outros poderá causar uma certa estranheza. Nomes como Jethro Tull e Genesis (de Peter Gabriel) vêm-nos à memória ao escutar este álbum, em músicas que tanto nos levam a ambientes medievais como a seguir nos enchem de sons que nada têm de antigo. "The Lick..." é um álbum que tenta alcançar a crueza dos primórdios do art rock, tendo um som próximo dos primeiros álbuns de Camel, Caravan, ou das bandas já referidas. Consegue-o, mas apenas a espaços, intercalando temas bastante minimais com outros bastante experimentais, pontuado com temas que nos transportam ao início dos anos 70. Apesar de não totalmente bem sucedido, é um álbum muito interessante e aconselhável a quem gosta de, por momentos, viajar até tempos passados.

Por aqui me fico. Outros haveria a referir, mas o tempo não permite. A quem se der ao trabalho de ouvir, agradecem-se os feedbacks. Ou outras sugestões.

29.9.06

Tem mais piada que o Luis de Matos

17.8.06

Consultório legal

Estava a jogar Pro Evolution Soccer 5 e o Pauleta marcou um golo à minha equipa. Posso processar o fabricante do jogo por publicidade enganosa e danos morais?